De um lado minoria, líderes de sala, presidentes de Centros Acadêmicos, de Diretórios Centrais dos Estudantes, jovens militantes que buscam seus direitos através da luta e do trabalho, de outro maioria, acadêmicos, jovens desinteressados, desiludidos, isolados ou que não sabem como começar a participar dos movimentos estudantis.
A força dos estudantes, que já fora respeitada por muitas autoridades, com destaque à época da Ditadura Militar, se encontra no estado de ocultação, seja pela inércia dos estudantes, muitas vezes, desiludidos com o atual quadro político nacional, seja pela falta de motivação, de meios de como se integrar aos movimentos e de esclarecimento quanto a importância do jovem pintar a cara para lutar por seus direitos que vêm sendo menosprezados dia-a-dia.
É notório nas instituições de ensino, que os estudantes não se interessam por política, tendo em vista que a participação nos movimentos estudantis é mínima e os comentários são de repugnação, porém, não compreendem que é através dela que um problema em sala de aula é resolvido, um direito é reconhecido, uma melhora na estrutura da instituição é conquistada, um atendimento é aprimorado e o ensino é cada vez mais valorizado e aperfeiçoado.
O estudante de hoje, infelizmente, ainda tem o péssimo hábito de apenas reclamar, denigrir, rejeitar, esquecendo que sua opinião, sua ajuda, trabalho, união são os meios, indubitavelmente, necessários e eficazes para dirimir conflitos e solucionar dificuldades encontradas diariamente, afinal não é em vão o ditado: “a união faz a força!.
Destarte, o estudante deve arregaçar as mangas e trabalhar nos movimentos, lutar pelos seus direitos, movimentar seus colegas universitários, pois não foi à toa que os estudantes marcaram época na Ditadura Militar; que os caras pintadas foram destaque na história política deste país, uma vez que todos visavam um ideal, hoje, apagado na juventude, baseado na dignidade, fraternidade, liberdade e justiça.
OBS.: o texto se encontrava na área do Junior Kohl, por falta de campo, agora aberto, para postar este ponto de vista - autor Luiz Tenório. |